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Meliponario Colégio Cristo Rei: A inovação sustentável

imagem principal do meliponario

O que é um meliponário?
O meliponário é uma área onde há criação com vários enxames de abelhas, da tribo Meliponini, que são abelhas sem ferrão, nativas aqui do Brasil.

Como surgil a ideia de fazer um no Colégio Cristo Rei?
A ideia, surgiu há dois anos, com objetivo de fazer um movimento no colégio para a questão ambiental, enfrentamento das mudanças climáticas. Assim queriamos desenvolver algo diferente e que também ajudasse o meio ambiente. Assim pensamos nas abelhinhas nativas, porque é uma forma de preservar a nossa fauna nativa brasileira e também de preservar a flora, porque elas são grandes polinizadoras. Então, elas ajudam na preservação de espécies da nossa Mata Atlântica, algumas até ameaçadas de extinção. E também, além da ideia de criar abelhas, mas também ampliar a área verde do colégio, utilizando plantas da Mata Atlântica.

Qual é o benefício das abelhas no meio ambiente e no colégio?
Essa grande e importante papel que as abelhas têm, principalmente na polinização, que, ao polinizar essas plantas, acabam aumentando o número de frutos, o que vai nos ajudar no processo ecossistêmico para a captação de alimento para o ser humano, mas principalmente na dispersão dessas sementes pelos animais, o que faz com que essas plantas se dispersem e aumentem a quantidade de espécies e de indivíduos de cada espécie da Mata Atlântica. Além disso, as plantas são grandes captadoras de gás carbônico da atmosfera, através da fotossíntese, e isso ajuda a reduzir o aquecimento global, diminuindo a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera.

Entrevista com a professora Crissiane coordenadora do clube de ciências Do colégio Cristo Rei.

Todos os textos deste site são relatos de apresentações e trabalhos desenvolvidos pela professora Crissiane Loyse Luiz e dos estudantes que participam ativamente do Clube de Ciências do Colégio Estadual Cristo Rei.

Conheça as espécies das abelhas presentes no Meliponário
do Colégio Estadual Cristo Rei

Mandasaia (Melipona Quadrifasciata Lepeletier)

A Mandasaia é uma abelha nativa do Brasil, principalmente das regiões Sul e Sudeste. O corpo dela possui listras amarelas, com o restante sendo preto. Seu tamanho é de aproximadamente 10 milímetros.
Apesar do seu tamanho, ela é considerada uma abelha muito calma e inofensiva. Caso se sinta ameaçada, pode morder ou vibrar.
Seu nome popular é Mandasaia, mas seu nome científico é Melipona quadrifasciata lepeletier.
Ela costuma polinizar plantas frutíferas, como laranjeira, tomateiro, goiabeira, acerola e pitanga.
O mel dela possui propriedades medicinais, antimicrobianas e antioxidantes.
Seus predadores incluem formigas, mosquitos, aranhas e outras abelhas.
Elas costumam sair durante o dia, principalmente nos períodos mais quentes e com maior luminosidade, geralmente pela manhã e à tarde.
A entrada da colmeia é feita de barro, cera e resina.
Um litro do mel delas pode custar entre 1000 e 1400 reais, dependendo da região.

Jataí (Retratonisca angustula)

A abelha jataí mede de 4 a 5 milímetros, vive em todo o território brasileiro, adaptando-se a diferentes climas e ambientes. Ela pode voar até um quilômetro para polinizar, e possui algumas plantas que prefere polinizar, como manjericão, salsa, alecrim, coentro, pitanga e girassol.
O mel dela tem sabor floral, levemente azedo, e apresenta coloração amarelo-clara, ela produz pouco mel por ano, cerca de meio quilo a um quilo e meio. Por isso, um litro do seu mel pode valer cerca de 1000 reais.
A entrada da colmeia é protegida, impedindo a invasão de predadores, seus predadores incluem formigas, abelha-limão, traças-da-cera, aranhas e pássaros. A entrada do ninho pode ser feita de própolis, terra, areia, cera e folhas trituradas.

Mirim Guaçu (Plebeia Remota)

O nome científico dela é Plebeia remota, ela mede de 4 a 8 milímetros e possui coloração preta metálica com riscos amarelos no dorso. A temperatura ideal para seu desenvolvimento varia entre 18 e 26 °C.
A entrada da colmeia é feita com cera, e operárias guardas ficam na frente para impedir a entrada de predadores, seus principal predadores são formigas, aranhas, lagartos.
Ela se alimenta de plantas da América do Sul, como manjericão, babosa e alecrim. Vive em árvores ocas e constrói seus ninhos na horizontal, com estruturas sobrepostas, as colônias possuem cerca de 2.900 operárias.
Produz aproximadamente até centenas de gramas de mel por ano.
Quando a rainha envelhece, uma das princesas é selecionada e recebe alimentação especial durante o desenvolvimento, o que faz com que seu abdômen se desenvolva mais e ela se diferencie das operárias.

Tubuna (Scaptotrigona bipunctata)

O nome científico desta abelha é Scaptotrigona bipunctata, é nativa do Brasil, principalmente das regiões Sul e Sudeste. É inteiramente preta e conhecida por ser uma das abelhas mais trabalhadoras do país.
Ela mede entre 4 e 5 milímetros. Seu comportamento é agressivo e defensivo, quando se sente ameaçada, voa no cabelo e na roupa, podendo entrar no nariz e no ouvido. Ela é atraída pela cor preta e libera um odor semelhante ao de coco quando se sente ameaçada.
O tubo de entrada e saída da colmeia tem formato de funil. Por dentro, ele é comprido e escuro. Quando um predador se aproxima, elas conseguem atacá-lo e retornar rapidamente para o interior da colmeia.
A temperatura ideal para essa espécie varia entre 20 e 28 °C, sendo bastante resistente ao frio. Elas preferem flores como eucalipto e manjericão. Seu mel é mais líquido e levemente mais ácido do que o de outras abelhas.
Seus principais predadores são formigas, vespas e mariposas e elas podem voar cerca de 2 quilômetros para realizar a polinização.

Mirim (Plebeia droryana)

A Plebeia droryana é uma abelha bem pequena, medindo cerca de 3 a 4 milímetros, ela é conhecida por ser inteiramente preta, com uma mancha amarela no dorso. Está presente principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.
O tempo de vida das operárias é de cerca de 30 a 60 dias já os zangões vivem, em média, de 2 a 4 semanas, a abelha rainha pode viver de 1 a 3 anos.
Elas produzem de 300 ml a 2 litros de mel por ano, dependendo das condições do ambiente, cerca de 100 ml desse mel pode custar entre 60 e 90 reais.
Elas preferem temperaturas acima de 20 °C, sendo mais adaptadas a ambientes mais quentes, pois são sensíveis ao frio.

Manduri (Melipona Marginata)

O nome científico desta abelha é Melipona marginata., ela é uma abelha nativa do Brasil, sendo encontrada na região Sul e Sudeste, mas também pode ser encontrada em regiões próximas às fronteiras, incluindo a Argentina
A cor dela é preta ou acinzentada, com pelos grisalhos pelo corpo, e possui faixas amarelas bem marcadas na parte do abdômen, o tamanho delas varia de seis a sete milímetros.
Assim como as outras citadas, ela é da tribo Meliponini, portanto possui ferrão atrofiado (não funcional).
A entrada do ninho delas é parecida com a caçapa de sinuca, as manduris, para se defenderem, tendem a se enroscar no cabelo e nas roupas, procurando lugares sensíveis como olhos, nariz e ouvidos. Elas são atraídas por cores escuras como o preto e o marrom.
Elas preferem uma temperatura de 20 a 32 graus Celsius. O tipo de mel delas é doce e tem uso medicinal, como antibacteriano, antioxidante e anti-inflamatório.
O mel delas tem esse gosto mais adocicado por conta das plantas que elas polinizam, que são da Mata Atlântica, como: caju, maracujá, pitanga e goiabeira.


Quiz sobre o Meliponario